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A Rainha do Castelo do Ar (2009)
Última parte da trilogia Millennium, de Stieg Larsson, A Rainha do Castelo de Ar é uma sequência direta de A Menina Que Brincava Com Fogo (Larsson gostava de títulos longos, é verdade), começando imediatamente do ponto em que o anterior terminou. Fica um pouco difícil comentar este volume, sem revelar alguns pontos da história até aqui...


Lisbeth Salander está no hospital, recuperando-se dos graves ferimentos sofridos no confronto com Zalachenko. Entre a vida e a morte, ela está prestes a sofrer uma vez mais, nas mãos daqueles que querem esconder antigos segredos - e, principalmente a relação entre o serviço secreto sueco (Säpo) e o antigo espião russo. O plano destes homens, dispostos a tudo para esconder seus crimes e manter suas posições, é fazer Salander desaparecer uma vez mais num hospital psiquiátrico - como já fizeram no passado, quando ela, ainda jovem, tentou matar Zalachenko pela primeira vez.


Embora esteja longe de ser uma vítima indefesa, o isolamento e a diferença brutal de poder levam Lisbeth a precisar de aliados - e nenhum é mais dedicado que o jornalista Mikael Blomkvist, co-protagonista da história. Mikael, com o poder da imprensa - e da renomada revista Millennium - mostra-se um adversário difícil de ser batido. Conforme a trama avança, este último volume torna-se um competentíssimo thriller de espionagem, envolvendo "o clã" responsável por Zalachenko, dentro da Säpo, alguns agentes incorruptíveis da instituição, investigadores convencionais, empresas privadas de segurança (já apresentados em volumes anteriores)... espiões espionando espiões. Destaque para a Hacker Republic, companheiros "subversivos" de Salander.


Num enredo que avança até os altos escalões do poder sueco, envolvendo o Ministro da Justiça e o Primeiro Ministro, Stieg Larsson ainda encontrou espaço para trama secundárias envolventes, que acabam por enriquecer sua história (já comentei que sua atenção à detalhes é absurda? Nada escapa, nenhum fio fica solto).


Larsson fechou com chave de ouro, sua grande trilogia, sem sombra de dúvida. É uma pena que tenha partido tão cedo, nos privando de sua poderosa imaginação, de seu cuidado com os personagens e sua dedicação à história a ser contada. Posso afirmar que Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist e revista Millennium (também personagem, por que não?) ficarão sempre guardados em minha memória, como grandes criações de um grande escritor.